Vento
suleste, praiano, faceiro,
trazendo arrepios, à tarde, do mar,
fazendo da praia batido terreiro
para a ciranda brincar e dançar
Por cima das moitas,
também fandangueia
Em pinchos se joga por sôbre o jundú
e atira e retira punhados de areia
até ter balanços o mandacarú
E pelos barrancos,
gramíneas amassa;
comprime e suspende os cambucaeiros;
E rodomoinha. E pula, faz graça
jogando gravetos nos peguassueiros!...
É Pan, com
sua flauta, tocando a surdina
que os galhos, cipós e caragoatas,
compreendem e seguem - toada ladina -
e dançam, atôa, que nem boitatás!
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E
segue o caminho, da praia distante,
com flôres silvestres se torna aromal.
E só de passagem, feceiro, excitante,
põe mil tremeduras no mandiocal!...
Mas quando
na casa do humilde caiçara
fechada com trancas, não pode ele entrar!
Só de pirraça: Derruba a jissará
onde a libita dançava a secar!...
E volta à
palhoça, subindo nas palhas
que servem de toto, de céu ao praiano,
berrando nas frinchas, nas mínimas falhas,
acintes tirados na voz do oceano!...
Vento suleste que
canta e troteia,
que ralha, que brinca, faceiro, insolente!...
Em pinchos, jogando punhados de areia
atira saudades na alma da gente!
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